Rali Serras de Fafe

 

A cidade de Fafe foi o palco escolhido para mais uma edição do Rallye Serras de Fafe, prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis, 2 L/2 RM, Taça de Portugal de Ralis e ainda Campeonato Regional Ralis Nordeste.


*** Luís Mota foi segundo na Taça***

Para a Competisport o balanço final é muito positivo, já que o Mitsubishi EVO IV voltou a dar cartas!

 

Luís Mota, que na prova em pisos de terra teve a seu lado Marco Macedo entrou a vencer, sendo o primeiro líder da prova ao vencer a primeira especial. Na segunda especial registaram o segundo tempo e o objetivo era manter a toada para as segundas passagens dos troços iniciais. Contudo a dupla viu o motor sobreaquecer, sendo obrigados a rodar com o ALS desligado e consequentemente não podendo aproveitar ao máximo o EVO IV.

Apesar do tempo perdido não baixaram os braços e tentaram manter a posição nos três primeiros, mas debateram-se com alguns problemas de caixa de velocidades que não ajudou em nada.

Ainda assim a equipa do Cartaxo concluiu a prova e mais uma vez, conseguem subir ao pódio, terminando a prova da Demoporto na segunda posição da Taça de Portugal de Ralis.

Positivo, mas nada fácil foi a prova de José Mendes. O piloto do Opel Kadett, a fazer a sua estreia nos ralis teve alguns percalços devido aos pisos escorregadios além da dificuldade na visibilidade devido ao muito embaciamento dos vidros.

Na parte da tarde e já com os pisos secos, o piloto debateu-se com um problema no corta corrente, que desligou o Opel por diversas vezes no decorrer dos troços. Apesar de tudo o piloto navegado por Pedro Lopes foi cumprindo troço a troço e conseguiu alcançar o pódio final.

Apesar do resultado, o piloto ficou muito satisfeito com esta sua primeira prova, e essencialmente de ter terminado um rali que foi marcado pelas muitas desistências, sendo uma experiência a repetir brevemente!

*** Apesar da desistência, Carlos Fernandes em evidência ***


Se no Rallye do Targa Vieira do Minho a dupla Carlos Fernandes e Daniel Amaral tinham já mostrado todo o seu valor, no Rallye Serras de Fafe conseguiram ainda surpreender tudo e todos com um grande andamento que os levou a alcançar grandes resultados nesta segunda ronda da Taça de Portugal de Ralis.

De facto, o Rallye Serras de Fafe foi um rali quase em pleno para a equipa, que contudo não conseguiu terminar o rali em pisos de terra.

Sendo a sua estreia nesta prova, os pisos muito escorregadios e as más condições climatéricas não assustaram o piloto de Sintra que entrou forte e averbou muitos bons cronos, sobretudo num rali que nada era favorável ao Citroën C2 R2 Max. No primeiro troço não evitaram um pião, sendo ainda assim os 7º. Nos troços seguintes rodaram sempre entre os 3 primeiros, chegando mesmo a registar o segundo melhor tempo na quarta especial.

 

Rodando sempre com um andamento muito forte, a equipa viu o azar bater-lhes à porta na sétima especial, numa altura em que eram os terceiros da Taça de Portugal, lideres entre os carros de apenas duas rodas motrizes.

Como nos salienta o piloto “este rali estava a ser perfeito por vários motivos. A nossa equipa técnica conseguiu fazer um excelente trabalho na preparação do C2. Fiquei ainda muito surpreendido com o desempenho que conseguimos ter dos Pneus, que também foi excelente. Além disto contei com um grande navegador, que esteve irrepreensível durante todo rali e que me deu uma grande ajuda e confiança no decorrer dos troços. O único senão foi mesmo o motor não ter aguentado e ter cedido. Ainda não temos a certeza qual o motivo ao certo que provocou o problema, pois só ao abrir o motor teremos certeza do que foi.


Acho que enquanto andamos conseguimos ser muito competitivos, e para mim isso é muito positivo, pois consegui ser já forte também nos pisos de terra. Acho que a época que fiz no Desafio ModelStand foi sem dúvida uma mais-valia, pois o ritmo e a competitividade do Troféu, ajudou me muito na minha evolução, sobretudo nos pisos de terra. Quero ainda agradecer a todos os nossos patrocinadores pelo apoio que nos têm prestado é também a todos os que têm colaborado neste projeto”.

 

Carlos Fernandes e Daniel Amaral prosseguem agora para uma pausa, já que a Taça de Portugal de Ralis prossegue apenas em Setembro!

“Depois dos azares, terminar foi essencial!”

Não correu como o esperado o Rallye Serras de Fafe para o Team Global Stadium, nesta que foi a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2L/2 RM.

 

A dupla Ricardo Marques e Paulo Marques partiram bastantes motivados na prova em pisos de terra, mas as más condições climatéricas que se abateram no inicio do rali, acabaram por estragar por completo o rali da equipa do Citroën C2 R2 Max.

 

Logo no primeiro troço, foram obrigados a parar. Como nos refere o piloto de Vieira do Minho “estávamos a rodar com os vidros muito embaciados, com algumas cautelas, mas chegamos a um ponto que tivemos que parar pois não conseguíamos sequer ver onde estávamos e claro perdemos bastante tempo!”.

Como não bastasse, a equipa teve ainda problemas com os intercomunicadores, durante toda a manhã que os fez perder ainda mais tempo.

 

 

Nos troços da tarde, já com os pisos secos, rodaram bem melhor, recuperando algum do tempo perdido, mas a prova estava já condicionada e não valia a pena correr riscos.

“Arrancamos para a parte de tarde do rali já muito atrasados em relação aos nossos adversários, e apesar de rodarmos sem problemas, fomos apenas centrados em terminar. Tínhamos já o rali condicionado e era desnecessário correr riscos e até mesmo esforçar a mecânica sabendo que seria difícil recuperar o tempo perdido. Assim garantimos estes pontos e vamos aproveitar esta longa pausa no CPR para preparar já a próxima prova”, salientou o piloto.

Ricardo Marques e Paulo Marques foram os 5º no CRP 2L/2RM, tendo terminado o Citroën Racing Trophy na quarta posição.

Em termos de CRP absoluto foram os 8º classificados.

*** Pedro Silva com prova condicionada ***

O Rallye Serras de Fafe, prova a cargo a Demoporto, fui uma jornada bastante complexa para a dupla Pedro Silva e Valter Cardoso, que apesar de tudo conseguiram somar preciosos pontos para o Campeonato.

 

 

No dia anterior ao arranque do rali a dupla fez um pequeno teste, onde viram um amortecedor ceder, conseguindo contudo reparar o carro a tempo das verificações técnicas.

No sábado, as condições climatéricas acabaram por dificultar a tarefa das equipas, já que a muita chuva deixou os troços algo enlameados e propícios a saídas de estrada.

Como nos salienta o piloto de Guimarães “a prova infelizmente correu-nos muito mal. No primeiro troço houve muita chuva, tornando os pisos muito escorregadios, além de ter provocado o embaciamento dos vidros que, infelizmente, o nosso sistema de desembaciamento não conseguiu eliminar, pelo que a visibilidade era muito má… Assim, seguimos num ritmo extremamente lento de forma a não termos nenhum contratempo, pois não conseguia ver onde estavam os trilhos e andávamos muitas vezes em cima da lama solta. Este embaciamento dos vidros prejudicou-nos ao ponto de na segunda passagem, já com o vidro limpo, termos melhorado o tempo em cerca de dois minutos, apesar de termos andado com muitas cautelas, uma vez que já era impossível recuperar o tempo perdido na primeira especial e era importante terminar a prova para podermos marcar pontos. De seguida, fui lentamente ganhando de novo confiança, mas em Montim 2, sensivelmente a meio do troço, uma pancada numa pedra fez a protecção do carter empenar, ficando a tocar no selector da caixa de velocidades, deixando-a encravada em segunda.

 

 

Neste momento e apesar dos percalços, a dupla do Citroën Saxo cumpria o seu primeiro objectivo, já que terminou a componente desportiva do Regional Nordeste, que realizava apenas as 4 primeiras especiais rali.

 

Na assistência, a equipa técnica da Bastos Sport esteve mais uma vez excelente, resolvendo o problema dentro dos 30 minutos de assistência disponíveis, não incorrendo, portanto, em nenhuma penalização, o que permitiu à dupla partir muito mais motivada para as últimas quatro especiais da prova.

Na parte da tarde, à medida que íamos fazendo quilómetros, começava a confiar mais em mim e no carro e desta forma fomos aumentando o nosso ritmo gradualmente, conseguindo atingir um ritmo interessante na parte do meio / final de Lameirinha 2, em que acabamos por conseguir obter um tempo satisfatório”, salientou o piloto.

Estando já a fazer uma boa recuperação do tempo perdido, a dupla viu novamente o azar bater-lhes à porta no último troço. “Seguimos confiantes para o ultimo troço, mas a sorte voltou a não estar connosco, pois ainda na fase inicial do troço de Luílhas, logo a seguir ao gancho de Gontim, a jante da frente direita partiu-se depois de um toque numa pedra, pelo que paramos para a trocar, mas acabamos por perder à volta de 10 minutos na operação pois o macaco não estava a funcionar em condições. Em termos de resultado foi um rali para esquecer, mas nem tudo foi mau, pois sinto que consegui melhorar alguma coisa na minha condução em terra, que é um piso onde tenho pouca experiência e onde não me sentia minimamente à vontade, pelo que estou ansioso que chegue a próxima prova neste tipo de piso de modo a poder evoluir ainda mais”, concluiu Pedro Silva

Pedro Silva e Valter Cardoso terminaram na sexta posição do Campeonato Regional Ralis Nordeste, terceira entre os carros de apenas duas rodas motrizes. Na Taça de Portugal de Ralis, concluíram a prova na 16ª posição da geral.

O Campeonato prossegue em Setembro com o Rallye Centro de Portugal.

Nuno Pimenta 

 


Informação e divulgação gratuita de eventos e actividades dentro do espírito  TTVerdePT.  Declinamos qualquer responsabilidade referente a elementos publicados e que nos sejam disponibilizado por terceiros. Este site não se subordina aos novos acordos ortográficos, aos quais é indiferente.