Uma história mal contada

Da janela do avião TP243 via as luzes das casas de Marrakech tornarem-se mais diminutas e pensei nas palavras de Saleh e no seu olhar bem fixo no meu, “vous dis impossible, je dis possible”.

 


Ainda na véspera, ao cair da terceira noite, com o carro encurralado na garganta do Assif Melloul e na iminência de não se arranjar um reboque, vivi momentos de desespero…

 

A minha “amante”, mais ou menos querida por todos lá em casa, o “fefender” das meninas, estava em perigo de vida.   Bastava começar a chover, para rapidamente o ribeiro transformar-se numa força destruidora, que molda a paisagem que nos rodeava.

 

Alá, Jesus e outros Poderes Superiores foram várias vezes invocados pelas Suas misericórdias e ajudas.

De regresso à segurança do táxi perguntavam-me:

– Então e as férias, que tal?

– Ótimas! Tempo maravilhoso, comida muito boa, paisagens lindas e emoções fortes!
(uma história mal contada)

Por isso, mais que não seja, para tentar repor a verdade, escrevo o que pensei e senti, deixando ao leitor a tarefa de ajuizar.

Sem qualquer presunção literária, tento fazer um relato dos acontecimentos e dos percursos, tendo a audácia em pretender, que este documento possa de certa forma servir de guia, com algumas dicas, especialmente para outros apaixonados do todo-o-terreno que pretendam seguir alguns desses caminhos de Marrocos.

 

 

“Uma história mal contada…!” , por João Campeão


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