Mata Nacional da Gelfa 2000/2007

… em Dezembro 2007, surge-nos novamente isto!

… que nos motiva a repescar um conteúdo publicado no lançamento do TTVerde, mesmo com as limitações dos primeiros passos que então dáva-mos!

Em Fevereiro de 2001, era assim:

O Pinhal da Gelfa, Mata Nacional desde 1929, implantado entre a foz do rio Âncora e o Forte do Cão, ocupa uma área de cerca de 50 ha. e incorpora numa parte significativa um interessante e rico cordão dunar.  Em 1986, o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) passou administrar a Mata Nacional da Gelfa e em Novembro de 1991 iniciou a reflorestação da referida Mata.

Há alguns anos atrás, poucos, foram efectuados investimentos, suponho que apoiados por “fundos” da CE. Lembro-me de na altura ter visto um painel identificativo do projecto ligado à Comunidade Europeia.

Foram então, entre outras obras e infra-estruturas, construídos (anunciados e assinalados), um circuito de manutenção e outro de natureza, assim como um parque infantil e outro de merendas.

Pouco tempo depois (um, dois, três anos…) tudo se começou a transformar e o estado actual da Mata e do Parque é aquele que as imagens ilustram.

Como se sentirão as Crianças, neste caso do 7º C de 1999-2000, da Cooperativa de Ensino Ancorensis, que entusiasticamente, e disso estou bem seguro, pintaram e distribuíram pela mata os painéis…

Como cidadão interessado nos problemas que se relacionam com o Meio Ambiente, considerando este como a interligação entre o Homem, a Sociedade e a Natureza, em finais do ano passado, enviei uma mensagem, em que denunciava esta situação de deplorável degradação do Património Natural para diversas entidades relacionadas, pelo menos nominalmente, com os problemas ambientais.

Curiosamente, (ou talvez não!) apenas recebi uma resposta institucional, lacónica mas simpática, da Presidente do IPAMB – INSTITUTO DE PROMOÇÃO AMBIENTAL, em que anunciava ter direccionado o “protesto”, solicitando actuação, para o Instituto da Conservação da Natureza por se tratar de um assunto da sua exclusiva competência.

O Serviço Consultor do Ambiente do portal Naturlink, porem, é de opinião que “(…) a responsabilidade não é remetida para o ICN. A Mata pertence ao Concelho de Caminha, e é o Município que tem a responsabilidade de disponibilizar meios para a recolha dos resíduos urbanos, pelo menos se assim lhe for solicitado.(…)”

Mas o que profundamente me deixa perplexo e entristecido, é o desinteresse genericamente manifestado pelas entidades oficiais, nacionais e locais, em tudo o que diga respeito à qualidade ambiental do meio em que estão inseridas.

Será que apenas interessa o que se passa no jardim, no pátio ou na sala de cada um ?.
O que se passa na nossa Rua, na nossa Praça ou no País de todos, não interessa…?

… assim ainda teremos muito que aprender, até ao dia em que, de pleno direito, nos possamos considerar “EUROPEUS”  

Álvaro Oliveira
(26 Fevereiro de 2001)


Finalmente..!

TTVerdePT considerou como sua obrigação cívica acompanhar a situação que, pela primeira vez em Dezembro de 2000, denunciara publicamente.

Durante todo um semestre cumprimos a “obrigação moral” de fazer a peregrinação periódica aos terrenos da Mata Nacional da Gelfa..!


Aqui também existia um “depósito de lixo” há mais de seis meses


E hoje, finalmente, é com muito gosto que publicamos e divulgamos esta página e  algumas das imagens agora inseridas.


Sem lixo (por quanto tempo ?)

O lixo, pelo menos para já, desapareceu da maior parte dos locais em “morava” há mais de meio ano. Mas os respectivos contentores ainda não foram equipados com os sacos receptores, pelo que tememos que a muito curto prazo a situação anterior seja reposta.

São ainda demasiado evidentes os sinais do abandono deste espaço, classificado como Mata Nacional, onde recentemente foram investidas (ou diria melhor “enterradas” ?!) significativas verbas.


Forte do Cão

E há ainda locais da mata, que talvez por estarem mais escondidos, “escaparam” à acção dos agentes de limpeza que andaram no “terreno”.


Topo Sul da Mata ..!

Gostaria de acreditar que estas páginas, com  a valiosa colaboração de Companheiros que publicamente  também manifestaram a sua indignação, tiveram a sua quota parte na  evolução de  sentido positivo desta situação,  e que pela insistência conseguíssemos  “agitar”  e  educar consciências e os comportamentos.

Comentário de A. Oliveira
16.07.2001